Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar. Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar. Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.

Martha Medeiros. (via recomendar)
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Ter “amigos” e não poder desabafar: tão eu!

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Meia-noite e vinte, horário que a saudade soletra seu nome no meu ouvido. Xícara de café sobre o braço do sofá, caderno e caneta sobre o colo. Pé frio, mente inquieta, dedos se movendo entre os fios de cabelo. Sempre que me lembro do passado, tento escrever alguma coisa. Não sei, ficar quieto olhando para o nada não me ajuda. Escrever isso, também não, mas é melhor do que ficar ouvindo a porra do meu coração burro, que se encolhe toda a vez que ouço aquelas canções que jurei ódio eterno. Avril Lavigne, cara. Me sinto extremamente ridículo ouvindo isso só porque você gostava na época em que nos conhecemos. Você deve gostar ainda, não sei, faz tanto tempo. Logo depois do nosso fim, os dias passaram lentamente, lembro que eu ficava contando o número de tic-tacs que anunciavam um minuto, uma hora, um dia. A única certeza que eu tinha, era que o tempo ia passar e nunca ia me esquecer do quão era bom ouvir o seu riso. Depois de meio ano, esqueci de contar os dias. Desperdicei tempo demais esperando me acostumar, e passei a me acostumar sem perceber – assim, meio sem jeito e sem um roteiro para seguir, só com a vontade de sair do lugar que eu nunca consegui abandonar. Um ano se passou e ainda tento entender o por que de eu nunca conseguir fugir disso tudo. A noite chega, e eu não sei o que fazer além de escrever sobre nós e sobre toda essa porcaria de sentimento que eu nem sei como nasceu. Maldito o dia que você sorriu para mim. Trezentos e sessenta e cinco dias é tempo demais para se lembrar dos cantos da sua boca se esticando, como se eu fosse alguém importante? Deve ser, tanto faz, isso não importa mais, só me deixe dormir um dia sequer sem me lembrar de tudo isso, dessa forma. Faça alguma coisa que impeça o meu cérebro de se lembrar de você desse jeito ingênuo. Qualquer coisa. Sei lá, me ligue e me xingue até seu irmão babaca vir reclamar do seu linguajar. Grite dizendo que eu sou só mais um cara qualquer que você encontrou por aí, e jogou no lixo como qualquer outra merda que você já jogou antes. Só não me deixe aqui, me torturando com esse silêncio que já dura um ano, mas que para mim, parece mais uma eternidade.

Junior Lima. (via recomendar)
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Sou apaixonada por um sorriso que nunca vi de perto.

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Sorte de quem te vê todos os dias.

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Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.

Tati Bernardi.    (via nobroke)
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